Venda de tablets no Brasil cresce 171% em 2012, diz pesquisa
País vendeu 3,1 milhões de unidades no ano passado. Do total, 77% dos dispositivos têm o sistema Android.
Do G1, em São Paulo
Tablets equipados com o sistema Android,
do Google, foram os mais vendidos no Brasil
(Foto: Regis Duvignau/Reuters)
O Brasil vendeu 3,1 milhões de tablets em 2012, um crescimento de 171%
em comparação ao ano anterior, quando foram comercializadas 1,1 milhão
de unidades, de acordo com um estudo divulgado pela consultoria IDC.
Apenas no quarto trimestre do ano passado, o país vendeu 1,1 milhão de
tablets.
Do total comercializado em 2012, 77% dos dispositivos têm o sistema
operacional Android e quase 50% custaram menos de R$ 500, segundo a IDC.
“A entrada de equipamentos com esta faixa de preço foi o principal
fator para o aumento significativo de vendas de tablets em 2012”, disse
Pedro Hagge, analista de mercado da IDC.
Dos 3,1 milhões de tablets vendidos em 2012, 88% foram para usuários
domésticos e 12% para o mercado corporativo. Na comparação com 2011, o
segmento doméstico cresceu 159% e o corporativo 303%. “Desde que os
tablets foram lançados, é um mercado que sempre aponta para números
crescentes, ou seja, em nenhum trimestre houve queda”, explica Hagge.
Para 2013, a IDC espera que sejam vendidos 5,8 milhões de tablets,
número 89,5% superior ao registrado no ano passado. Apenas no mês de
janeiro, o Brasil vendeu 350 mil tablets, 15% abaixo na comparação com
dezembro de 2012, segundo o estudo da IDC. Computadores
Na comparação com o mercado de PCs, o Brasil vendeu um tablet para cada
cinco computadores em 2012. No anterior, a relação era de um tablet
para cada 14 PCs. Segundo a IDC, os Estados Unidos comercializou um
tablet para cada notebook no ano passado.
Segundo Hagge, a chegada do tablet aumentou o tempo de vida de um
computador, com consumidores demorando mais tempo para renovar seus
desktops ou notebooks. “Embora o usuário esteja comprando menos
computadores, entendemos que os dispositivos têm funções bem distintas e
que o tablet não é, de forma alguma, um substituto”.
Google Nexus 4 deve custar R$ 1,7 mil no Brasil, diz varejista no Twitter
Aparelho será apresentado pela empresa no país nesta quarta-feira (27). Nos Estados Unidos, o smartphone chegou em novembro por US$ 300.
Do G1, em São Paulo
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Nexus 4 vem com o recurso Photo Sphere, que
faz fotos em 360 graus (Foto: Divulgação)
O smartphone Nexus 4, do Google,
será vendido no Brasil por R$ 1,7 mil, conforme uma mensagem publicada
no Twitter oficial do Ponto Frio nesta terça-feira (26). Em resposta a
um usuário, a rede varejista informou em sua conta no microblog que o
valor do smartphone será de R$ 1,7 mil.
O Nexus 4, fabricado pela LG, será apresentado pelo Google nesta quarta-feira (27) em evento para jornalistas em São Paulo. O G1 apurou que o preço do smartphone no Brasil será em torno de R$ 1,7 mil.
Conforme a assessoria de imprensa do Pontofrio.com, "a mensagem no
Twitter foi uma resposta isolada para um usuário". "O Pontofrio.com
esclarece que o valor do smartphone Nexus 4 será oficialmente anunciado
por seu próprio fabricante", disse a varejista.
Nos Estados Unidos, o Nexus 4 chegou em novembro de 2012 por US$ 300. O
aparelho tem processador de quatro núcleos e tela de 4,7 polegadas de
alta definição. O dispositivo conta ainda com carregador sem fio e roda o
sistema operacional Android 4.2.2 (Jelly Bean). Um dos recursos de
maior destaque do smartphone é o Photo Sphere, que permite fazer fotos
em 360 graus.
O novo mecanismo, chamado de Facebook Exchange (FBX), começará a ser testado com as maiores empresas de revenda de anúncios.
Anteriormente, os anunciantes podiam publicar anúncios somente no lado direito da página.
A outra forma de ação publicitária que aparece no feed são as chamadas
histórias patrocinadas, links apresentados com o endosso dos amigos por
meio do botão “curtir”.
Segundo a rede social, esse espaço é o mais engajado, ou seja, aquele
em que os usuários mais passam tempo interagindo uns com os outros.
Os anúncios no Facebook são direcionados às conforme um perfil, que é
traçado pela empresa a partir de informações publicadas na rede pelo
próprio usuário ou a respeito dele.
Ainda que os anúncios passem a ser exibidos no feed de notícias, o número de inserções não irá mudar, diz o Facebook.
Na segunda-feira (25), o Facebook anunciou mudanças na forma em como os usuários poderão conversar na rede e na maneira como os comentários serão exibidos.
Foi apresentada a "resposta rápida" e que pode ser direcionada a apenas uma única mensagem em uma conversa.
A outra novidade é a reordenação das conversas de acordo com a
relevância dos participantes. Aqueles que mais comentam vão para o topo.
No começo do mês, a rede social havia anunciado alterações na "Linha do Tempo" dos usuários, fato antecipado pelo G1 no fim de janeiro.
Proposta de uso da faixa de 700 MHz será debatida nesta quarta-feira
26 de Março de 2013
Proposta de uso da faixa de 700 MHz
Dia: 27 de março de 2013
Horário: 10h às 13h
Auditório do Espaço Cultural Renato Guerreiro SAUS Quadra 06, Bloco C Brasília (DF)
A Anatel realiza nesta quarta-feira, 27, audiência pública sobre a
proposta de Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofrequências na
Faixa de 698 MHz a 806 MHz, objeto da Consulta Pública n° 12/ 2013. O evento ocorrerá na Sede da Agência, em Brasília.
Atualmente, a radiodifusão utiliza a faixa de 700 MHz. A nova
destinação será possível devido à transição da TV analógica para a TV
Digital, que permitirá maior adensamento na faixa dedicada à
radiodifusão, liberando mais espaço para a prestação de serviços de
telecomunicações.
O aviso
de audiência foi publicado hoje no Diário Oficial da União e o texto
completo do anexo e demais documentos estarão disponíveis na Biblioteca
da Agência e na página da Anatel na internet a partir das 14h.
As contribuições à Consulta Pública n° 12
deverão ser encaminhadas pelo Sistema Interativo de Acompanhamento de
Consulta Pública (Sacp), disponível no site da Anatel, até o próximo dia
14 de abril.
Obama adverte China por crescentes ataques cibernéticos
Presidente americano pede que país aja dentro das normas internacionais
O
presidente Barack Obama advertiu diretamente a China nesta quarta-feira
sobre os crescentes ataques cibernéticos contra os Estados Unidos,
adiantando negociações sérias com Pequim.
As reações americanas às tentativas de supostos hackers
chineses de penetrar nas redes de suas empresas ou de suas instituições
se multiplicaram nas últimas semanas, sendo desmentidas formalmente pela
China.
Mas é a primeira vez que Obama fala tão diretamente sobre o tema.
"É absolutamente certo que houve um aumento constante
das ameaças informáticas a nossa segurança. Algumas estão apoiadas pelo
Estado; outras, por criminosos", disse o presidente na entrevista à rede
ABC.
"Dissemos claramente à China e a alguns outros atores
que esperamos que respeitem as normas internacionais e atuem segundo as
regras internacionais", acrescentou.
"Teremos algumas conversas muito fortes com eles. Já as
tivemos", acrescentou Obama, admitindo que bilhões de dólares e segredos
industriais se perderam como consequência da atividade dos hackers.
No começo desta quarta, a China anunciou sua vontade de
cooperar com os Estados Unidos e com outros países no combate aos
hackers e afirmou que também é vítima desses ataques.
"O que é preciso no espaço cibernético não é guerra, e
sim regulação e cooperação", disse a porta-voz do Ministério das
Relações Exteriores chinês, Hua Chunying.
A pirataria informática e a espionagem digital
predominaram nas últimas semanas como um tema quente nas relações já
tensas entre Washington e Pequim.
Na segunda-feira, o conselheiro de segurança nacional de
Obama, Tom Donilon, havia convocado a China a tomar "medidas firmes
para investigar estas atividades e colocar fim a elas". E na
terça-feira, o chefe de inteligência americano, James Clapper, afirmou
em seu relatório anual ao Congresso que os ataques informáticos
constituem, junto com a Coreia do Norte, a principal ameaça atual ao
país.
No mesmo dia, o chefe da Agência de Segurança Nacional
(NSA), o general Keith Alexander, havia reconhecido que as Forças
Armadas formam atualmente "unidades ofensivas que o Pentágono utilizará
para defender o país" em caso de ciberataques.
No dia 20 de janeiro, a administração Obama prometeu uma
reação vigorosa aos roubos de segredos industriais por parte de
empresas ou de outros países, em um documento que menciona diversos
exemplos de tais atividades em benefício de entidades chinesas.
Pequim negou na época com veemência ter organizado uma
operação de grande envergadura para roubar segredos industriais, embora
uma empresa americana de segurança informática tenha identificado um
edifício no subúrbio de Xangai a partir do qual esses ataques teriam
sido praticados.
Segundo James Lewis, especialista em segurança
informática do centro de análises CSIS, o fato de Washington subir o tom
demonstra sua crescente exasperação diante das práticas da China e de
outros países.
"Há informações não publicadas que apontam a China como
um ator importante na espionagem econômica", declarou à AFP o
especialista, que considerou que as declarações de Obama aumentam a
aposta sobre este caso.
O presidente planeja se reunir nesta quarta-feira com
diretores de empresas na Casa Branca para discutir como melhorar a
coordenação entre o setor público e o privado para aumentar a segurança
informática.
Os ataques cibernéticos afetaram na terça-feira
diretamente Obama, cuja esposa Michelle teria sido vítima da divulgação
de seus dados bancários em um site, em um caso que atualmente é
investigado pelo FBI e pelo Serviço Secreto.
Google pede fim de processo contra o escritório no Brasil
TSE manteve punição a diretor da Google Brasil por desobediência
Foto: AP
Carolina Gonçalves
A responsabilidade criminal sobre a veiculação de um
vídeo na página do Youtube foi questionada neste sábado pelo Google. O
departamento jurídico da empresa avaliou que, como o conteúdo foi
retirado do site, não há razões para que o processo contra o escritório
no Brasil seja mantido, mesmo que veiculação só tenha sido suspensa
depois do prazo definido pela justiça.
Há poucos dias, os ministros do Tribunal Superior
Eleitoral negaram o pedido de habeas corpus do diretor-geral da empresa
no Brasil, Edmundo Luiz Pinto Balthazar. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve ação coercitiva e registro de crime contra Balthazar, acusado por desobedecer uma decisão da Justiça Eleitoral da Paraíba em setembro do ano passado.
Juízes da Paraíba consideraram que um dos vídeos
veiculados na página do YouTube ofendia o candidato à prefeitura de
Campina Grande Romero Rodrigues (PSDB) e exigiu que o Google Brasil
retirasse o conteúdo do ar em 24 horas. Como o vídeo continuou a ser
acessado depois desse prazo, a justiça acusou Balthazar, que responde
pelo Google no País, de desobediência.
Em nota, a assessoria do Google Brasil, afirmou que "não
houve qualquer desobediência por seus executivos. A ordem judicial de
remoção do conteúdo já havia sido cumprida". A empresa ainda afirmou que
vai recorrer a todos os meios legais cabíveis para demonstrar que "não
há motivos para persecução criminal".